Ao longo do tempo as experiências dolorosas, traumáticas e mal resolvidas da vida vão deixando emoções e sentimentos tóxicos. Em seguida podem prejudicar a saúde do corpo. Esse tipo de emoções e sentimentos que ficam na mente, denomina-se o termo problemas e questões psicoemocionais. Os sintomas que causam no corpo chama-se problemas psicossomáticos. O resultado dessas questões que aparecem são as chamadas doenças, como: a depressão, a síndrome do pânico e seus muitos derivados: medos, fobias, vários tipos de pânico e ansiedade e transtornos, disfunções sexuais, distúrbios do sono, distúrbios e compulsões alimentares, entre outras dependências e vícios.

É nesse momento, que a pessoa muitas vezes, recorre ao medicamento, na busca de um remédio, que na maioria das vezes só remedia, mas não resolve o problema. Isso porque o remédio tem como função buscar aliviar os sintomas. Imagine o seguinte cenário: se uma pessoa tem medo de andar de elevador, não será um remédio que tirará o medo dela. Ela poderá mesmo medicada, entrar no elevador, ainda assim sentindo medo, contudo, mais dopada, ou talvez um pouco mais relaxada. Ainda assim, o medo estará ali presente e gerando desconforto.

O remédio é apenas um alívio temporário para os sintomas. E tem um papel importante no tratamento nos momentos de crises até que se encontre a solução para o problema.

Algumas classes de remédios como os benzodiazepínicos ainda tem uma característica comum que é a tolerância, característica essa, em que o paciente precisa de uma dose cada vez maior para chegar ao mesmo resultado anterior, levando assim, tomar cada vez mais medicamentos.

Estar medicado não significa estar resolvendo o problema; pois, o medicamento é um tratamento; ou seja, uma forma de tratar a questão, em outras palavras, uma forma de abordar o problema, mas não uma forma de resolver o problema. Pois, resolver o problema implica em achar uma solução para as questões e problemas psicoemocionais. A fonte de onde nasce o problema.

Muitas pessoas perguntam se essas doenças não são de origem química? É verdade que muitas delas tem como característica, mudanças em substâncias químicas. Como serotonina, noradrenalina, dopamina, lítio e outras. Mas, a origem inicial da questão não começou na química do cérebro. Os estudos de ensaios científicos mostram alteração nessas substâncias ou hormônios neurotransmissores no cérebro, o que seria o hardware, como resultado de algo que está acontecendo em um ambiente mais profundo, mais subjetivo, a mente, que seria o software.

Para fazer uma analogia, o hardware seria como se fosse a televisão e o software como se fosse as imagens e vídeos que passam na televisão. Usando essa analogia da televisão, podemos dizer que em alguns casos o problema está na televisão. O hardware e as peças, e por isso as imagens internas da televisão mostram-se distorcidas. É o caso das pessoas que tendo sofrido traumatismos, quedas, pancadas, geram problemas neurológicos ou psiquiátricos graves. Tem-se encontrado muito desses casos em pessoas com esquizofrenia e distúrbios neurológicos.

Já em outros casos, são as imagens produzidas na fonte antes de transmitidas para televisão é que chegam distorcidas, vindo de ambientes externos para televisão. Perceba que não é a televisão que está com problema, e sim o software, produzindo imagens e vídeos. O modo como a televisão recebeu, interpretou, codificou e decodificou é que gerou o problema. Assim, são as pessoas que viveram experiências externas como: falecimento de uma pessoa querida, o término e o luto de um relacionamento, um momento de pressão dentro do ambiente de trabalho, modelos familiares com problemas e o modo como ela interpretou tudo isso bem como a relação dela com o mundo e consigo mesma, geraram suas imagens e representações do mundo, criando suas emoções e sentimentos, que dentro da sua mente irá causar os problemas e questões psicoemocionais. O acúmulo desses, poderão resultar em sintomas psicossomáticos e a esses sintomas psicossomáticos a ciência irá atribuir ao conjunto deles, a classe de doenças. Mas note que nesses casos a doença não nasceu no hardware, na televisão, nas suas peças, nem portanto são de ordem química e sim nas emoções e sentimentos, e a maneira como o indivíduo interpretou cada uma das mensagens recebidas.

Assim, é importante tratar a fonte, a causa dos problemas, e desse modo, os sintomas irão se resolver. Produzindo imagem, representações e sensações mais saudáveis que possam aumentar a qualidade de vida e produzir uma pessoa com mais recursos internos, capaz de desenvolver a excelência humana.

Contudo, de modo geral, as pessoas que passam por esses problemas não sabem a causa do seu problema. Porque se soubesse, não precisariam de ninguém para poder resolver. Elas mesmas poderiam resolver. E se o que elas pensam ser a causa, fosse, já teriam resolvido. É nesse sentido que a hipnoterapia e a Hipnoanálise são técnicas tão poderosas. Porque permitem que a pessoa que vive esse momento de dor e sofrimento possa ir na causa do problema e descobrir a fonte, a gênesis que causou tais sintomas e doenças. E assim, entrar com ação terapêutica e resolver.

Outras terapias breves como a PNL – Programação Neurolinguística, também conseguem identificar as representações internas do indivíduo, programar e reprogramar, significar e ressignificar, mudando assim, a causa e o efeito dos sintomas que os problemas e questões de fundo psicoemocionais causam no corpo, psicossomaticamente falando. Gerando como resultado, a ausência de sintomas, presença de bem-estar e qualidade de vida. Eliminando assim, as doenças que têm vínculo com as questões e problemas psicoemocionais.

A pergunta que sobra é: em que momento isso acontecerá para pessoa que está sofrendo com questões como essas?

O momento terapêutico de cada uma dessas pessoas acontece quando, conviver com problema, é mais doloroso do que enfrentá-lo e buscando todas as soluções possíveis com perseverança e veemente desejo de resolver.

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