“Abrir mão do que amamos, do que queremos, do que esperamos e do que planejamos é como abrir mão de um pedaço que faz parte de nossas vidas. Mas acredite! A vida é isso. Coisas boas vêm e vão e o destino do homem é saber administrar tudo isso de forma sábia e com coragem. Pois, para tudo existe um porque e para todo porque uma dúvida que nunca acaba”. (L. Andrade Costa).

Dia 22 de maio de 2014, foi o dia do abraço. Dia que abracei a minha mãe pela última vez nessa vida. Para abraçá-la muitas vezes daqui a pouco, quando nos encontrarmos na eternidade.

Na faculdade de Administração aprendi que, a graduação em Administração não é uma ciência que se estuda para administrar uma grande, média ou pequena empresa, e sim para administrar a sua própria vida. Contudo administrar alguns cenários da vida é muito complicado, entre eles: a morte, a dor da perda e a saudade.

A psicologia está convencida, bem como as linhas da psicanálise, que as figuras parentais têm grande importância na formação psicoemocional do ser humano e que no momento seguinte contribuirá positiva ou negativamente para a inteligência emocional, favorecendo assim, resultados positivos ou negativos, tanto na vida profissional quanto nas outras áreas da vida.

Desejando promover e desenvolver a carreira profissional, muitos profissionais têm recorrido a processos de Executive Coaching, Counseling e Mentoring, sem perceber o que os primeiros alicerces de todo esse processo, começa nos modelos parentais e familiares, entre eles, a figura do pai e da mãe.

Antes que a minha mãe fosse para a eternidade, ela transmitiu o melhor da sua educação para mim, foi à pessoa mais guerreira que conheci em vida, o maior exemplo vivo de força e coragem que já conheci diante dos mais difíceis momentos da vida, dores e perdas, transcendendo os impactos psicológicos e emocionais decorrentes dos percalços da vida, entre outros altos e baixos com admirável força ultrapassou os momentos mais difíceis e dolorosos deixando em mim fortes marcas de Exemplos de: perseverança aos desafios da vida.

Para ela se entregar nunca esteve em pauta, à vontade de vencer sempre foi maior do que as lutas e as dores, suas impressões de força e coragem deixaram em mim traços de determinação; além de que, ela foi a minha maior escola de Liderança que herdei do seu DNA extremamente marcante.

As muitas despedidas e reencontros com ela face à morte e a vida ao longo desses últimos 30 anos me fizeram entender, que sempre há uma saída, até que chegue a hora. Pois não há tempo que não vença e coisas que não mudem em um mundo impermanente.

De todas as lições que com ela aprendi, ao abraçá-la pela última vez entendi que a morte silencia todas as coisas, mas que a vida eterniza também todas as coisas e nos permiti seguir adiante; administrando os sentimentos que a morte deixa de: saudade e dor. Que a vida perpassa por administrar, o que é parte do ciclo da vida e saber que nosso caminho é seguir.

Neste contexto, ao falar de uma figura tão fantástica: minha mãe, é impossível não citar o meu maior curso de MBA em Negócios: o meu pai, quem me ensinou as melhores lições sobre negócios e negociações, sobre como lidar com as pessoas. Este homem mais que um professor, foi um sacerdote servindo a minha mãe em todos os momentos, como exemplo de um homem em que habita valores tão raros, em um mundo moderno evoluído, que no mesmo mundo paradoxalmente retrógrado em valores humanos, éticos e morais de compaixão e amor. Valores estes que faltam tanto nas Organizações, nas pessoas e no mundo.

Dedico assim, esse artigo aos meus maiores professores e mestres em liderança e negócios para a vida. In Memória a minha mãe e em tributo ao meu pai. Meus primeiros modelos para uma vida de: paixão e sucesso…

Com amor, Darco Sousa.

Brasília-DF, quinta-feira, 28 de maio de 2014.

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